domingo, 13 de janeiro de 2008

Deserto ...

Sol desértico que devotamente
Acaricias a minha pele,
Que aqueces o ar que respiro,
Trazendo secura à minha boca

Neste deserto , caminho sozinha
Pois não tive coragem de pedir companhia
Tenho muito que caminhar, contra noites frias e dias abrasadores
Com firmeza de espírito sigo meu trilho

Neste ermo perdi -me
E procuro desesperadamente a minha vereda
Pois dela a minha sobrevivência depende
Vi um oásis aproximei para tomar repouso...

Corri até não poder mais
A lassidão era enorme, falta-me o folgo
Olho em frente e la esta ele
Parece fazer troça de mim

As minhas pernas abandonam-me
Pesadamente deixo-me car sobre a areia
Areia esta que minha pele queima
De súbito um desejo : Morrer ...


A noite gelada chega de repente
deitada na areia agora gelada contemplo as estrelas
um calor invade minha alma
uma voz recorda-me : " Força ! Amanhã é um novo dia !"

Nesse preciso momento tive a certeza
de estar a ir na direcção certa
Pois o caminho certo não é sempre o mais curto ou o mais longo ,
Mas sim o mais penoso !